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Viajando por Santa Catarina.

Saindo de Timbó (SC), rumo a Vidal Ramos (SC). É óbvio que não fazia ideia do trajeto, e tão pouco conhecimento. O percurso é feito na BR-470, e a partir de agora comentarei um pouco de cada cidade percorrida.

Indaial: cidade das oportunidades, da produtividade, das indústrias. É também a cidade que fica localizada a Universidade Uniasselvi, um dos grandes motivos de crescimento e da qualificação profissional da nossa região. Falar de Indaial é obrigatório mencionar suas atrações turísticas, os cartões-postais da cidade: a Ponte dos Arcos e a vitória-régia. É uma cidade altamente produtiva, possuidora de 40.000 habitantes aproximadamente.

Rodeio: já ouviu falar de Pomerode (SC), a cidade mais alemã do país? É quase impossível não associar Rodeio entre as cidades mais italianas do Brasil. Uma cidade que preserva as suas etnias italianas, se desenvolve através da agricultura e da indústria. Conheço a cidade, imagino que tenha aproximadamente 10.000 habitantes, sem falar das tradições e costumes que permanecem intactas. O maior evento da cidade é em setembro, a festa La Sagra, que justamente ocorre no período do meu aniversário (risos!). É a época certa para degustar um bom vinho e as comidas típicas.

Ascurra: vou logo dizendo que gosto muito da cidade, colonizada pelos italianos, a sua grande atração é realmente a Igreja Santo Ambrósio. A religião me parece ser o foco principal, algo realmente levado a sério. Uma cidade de quase 7.000 habitantes, com desenvolvimento na agricultura, preserva as suas tradições e sua religiosidade.

Apiúna: uma cidade que me chama a atenção, a rua principal do centro da cidade passa a rodovia BR-470. Considero uma cidade calma, sem muita movimentação, a não ser pela constatação de caminhões que passam pela rodovia. Uma cidade colonizada por alemães, italianos e poloneses, tem o seu charme natural. Falando em natural, a própria natureza me parece intocada, pura.

Ibirama: passamos ao redor da cidade e não teria muito que comentar, a não ser que a ponte de Ibirama que dá acesso a Lontras está passando por reformas.

Lontras: a primeira coisa que soube desta cidade foi que possui um camping, chamado Paraíso, onde ocorrem campeonatos de motocross. Lontras antes de ser emancipada também pertencia à cidade de Blumenau, foi colonizada por alemães. Outro detalhe, a cidade tem aeroporto, coisa que eu desconhecia.

Rio do Sul: podemos dizer que já pertenceu a cidade de Blumenau, mas com a emancipação acabou tornando-se independente. O grande destaque desta cidade mesmo é a Catedral São João, é uma obra-prima nas internas desta estrutura religiosa. Presumo que a cidade possua muito mais de 30.000 habitantes, é uma cidade realmente bem desenvolvida.

Aurora: não tenho muitos dados, sei apenas que foi colonizada por alemães.

Ituporanga: cidade nacional da cebola, festa que ocorre todo ano no mês de março. Colonizada pelos imigrantes alemães, italianos e portugueses. A cidade possui 19.000 habitantes, mas apenas 500 pessoas são empregadas para a colheita da cebola (na temporada da colheita).

Imbuia: com seus mais de 5.000 habitantes, colonizada por alemães, também receberam de braços abertos os imigrantes italianos e poloneses. Imbuia é conhecida como “a princesinha do alto vale”, mas confesso que pela minha ignorância na falta de conhecimento, associei o nome a algo indígena.

Vidal Ramos: uma cidade tranquila, pacata com seus 6.000 habitantes. Uma cidade que foi colonizada pelos alemães e italianos.

É um percurso realmente longo, mas nada cansativo, quando se está em companhia das pessoas de que gostamos. Tudo isso é apenas um registro Viajando por Santa Catarina, percorrido por 11 cidades.

Graciele Gessner.

Timbó e suas belezas.

Inicialmente, estou mudando o foco dos meus escritos e dando vazão à história e a cultura de uma cidade conhecida como a “Pérola do Vale”, a cidade de Timbó que fica no estado de Santa Catarina.

Timbó é uma cidade em pleno desenvolvimento, também escassa em mão de obra qualificada. Em muitos casos necessita urgentemente de profissionais de outras cidades/estados. Sem falar da vida no campo, em que corresponde 15% da população. A cidade tem mais de 30.000 habitantes em seus 15 bairros distribuídos, são eles: Araponguinhas, dos Estados, Padre Martinho Stein, Fritz Lorenz, Industrial, Quintino, Vila Germer, Centro, Pomeranos, Imigrantes, Dona Clara, Tiroleses, das Capitais, das Nações e São Roque.

A cidade de Timbó esconde valiosas fontes, riachos e campos. A população é ainda regada de tradições do passado, rica de culturas e costumes. Porém, a população da área rural anda optando em dividir suas atividades entre a indústria e agricultura. E para que todos saibam o transporte mais utilizado por aqui é a bicicleta; eu faço parte desta estatística “ecologicamente correta”. Contudo, hoje apresento um pouco da cidade que moro, alguns pontos turísticos deste verde vale cercado de montanhas.

Começo pelo Jardim Botânico, um lugar perfeito para andar de bicicleta, caminhar, ler, ou simplesmente fazer um piquenique. Local de grande área verde, com lagos “chocolates” por causa da cor; tem quiosques com churrasqueiras que permite momento família ou entre amigos, e as trilhas para atividade física. Eu particularmente, gosto do lugar!

Outro local com atrações é o Morro Azul, além de ter um caminho com curvas sinuosas, podemos ver casas típicas e centenárias em seu estilo enxaimel. Dizem que o local é o ponto mais alto de Timbó, com seus 758 metros de altitude. É um local que permite uma vista espetacular.

Falando em altitude, não posso deixar de mencionar o Morro Arapongas com seus 470 metros de altitude, onde também podemos ter a visão completa da cidade de Timbó e concluir como a cidade está evoluindo. Apenas um detalhe, é um tanto restrito o acesso, é uma subida íngreme, exigindo uma caminhada de 45 minutos a 1 hora. Ou então, se você for um motorista aventureiro e sortudo consegue subir com automóvel ou moto.

Bem, quanto a museus é o que não falta por aqui. Temos o Museu da Música onde estão expostos mais de 200 instrumentos. Para o orgulho de muitos timboenses (eu penso), tem também o Museu Casa do Poeta Lindolf Bell preservando obras de arte, um completo acervo deste poeta timboense.

No entanto, falar de Timbó exige mencionar o ponto referencial da cidade. Estou falando da Thapyoka que é restaurante, choperia e danceteria. Lugar certo para encontrar amigos! Além disto, ao redor tem a represa do Rio Benedito, construída por imigrantes alemães e tem a ponte que liga as margens do rio. Para completar, tem uma figueira enorme na praça, a conhecida “Figueira Centenária”. Querendo mais informações é só ir ao Museu Casa do Imigrante que fica ao lado da Thapyoka. Vale à pena conhecer...

Graciele Gessner.

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Fonte de pesquisa: Baseado no guia turístico de março/2006.

Nas profundezas das águas.

"É nas águas límpidas que a alma é purificada.
É nas águas que a alma é abençoada.
É nas águas que se guarda uma vida sagrada."

Graciele Gessner.

Minerin e sua catarina indo a festa junina.

Minerin comenta:
“Vamu fazê festa junina!
Guria, vamu ir à cidade.
Javoindo, Catarina.
Linda, ti ixpero lá”.

Catarina responde:
“Sim, miu minerin!
Tarei indu bein bunita.
Vamu vaza com nossa zica,
Num vamu abobear”.

Amigo do Minerin comenta:
“Espia comu tá bunita sua Catarina!”

Minerin fica ciumento e vai ao encontro da Catarina.
“Num dá acim não,
Num quero não.
Sai contigu bunita
Sô intorná...”.

Catarina não se conforma:
“Arreda pra lá!
Assim num dá!
Viemo pro festere
Nuémermo?”.

Minerin se arrepende.
“Vixi émezzz!!!
Vamu entaum!
Ma qui beleeezzz!”.



Graciele Gessner.